Estrada Real – Diamantina-MG

Saímos de Rio de Contas com o coração partido por estarmos deixando a Bahia. Estávamos de mala e cuia seguindo para Diamantina em Minas Gerais. Não era esta a rota que tínhamos planejado. Mas como estávamos a um mês de retornarmos ao Espírito Santo para compromissos pessoais, decidimos pegar um novo trajeto que fizesse parte deste retorno.
Pegamos a estrada às 05h30 da manhã, pois era sabido que teríamos um longo caminho pela frente. No total foram 12 horas de viagem. O trajeto mais longo que pegamos até agora. Fizemos somente paradas rápidas para comprar comida, ir ao banheiro e abastecer o carro. Já deu pra imaginar que comemos super mal neste dia. E foi verdade. Mas optamos por isto para conseguirmos chegar à Diamantina no mesmo dia.
Ao chegarmos, a cidade nos surpreendeu pelo seu tamanho. Chegamos em um horário de pico e a cidade estava um caos. Para minimizarmos os transtornos com o trânsito, ruas de pedra apertadas, e todos aqueles morros, decidimos ligar para o camping para nos indicar o melhor caminho para chegar até ele. Por sorte, estávamos perto.
Chegamos, relaxamos o corpo com um bom banho quente, tomamos uma sopa, e fomos dormir! Nossos planos para o dia seguinte eram de conhecer a cidade.
Acordamos tarde, mas descansados. O dia estava quente de enlouquecer. Decidimos fazer logo o nosso almoço e tentar aproveitar a tarde para um passeio. Como nossa dispensa estava vazia, fizemos um macarrão com molho branco, bacon e o que tínhamos mais. Que besteira nós fizemos! Nosso organismo não está mais acostumado a tanta gordura. Juntou o dia anterior cheio de salgados durante a viagem, o almoço gorduroso, e o tempo seco e extremamente quente. Ficamos moles, enjoados, passando mal. Tudo o que fizemos foi ficar deitado o resto do dia.
Quando, mais à noite, encontramos a dona do camping, ela disse que a família toda também ficou mole naquele dia. O calor realmente estava fora do normal. Conhecer a cidade de Diamantina ficou para o outro dia.
Acordamos com mais uma manhã quente em Diamantina. Mas, menos quente que no último dia. Como era a Semana JK, demos uma olhada na programação e descobrimos a Feira de artesanatos e comidas típicas no Mercado Velho. Então, arrumamos as tralhas, e fomos pra rua!
Diamantina, como toda cidade histórica, tem um charme de dar gosto! A única coisa que nos deixou loucos foram aqueles morros e ruas de pedra apertadas. Sendo a Semana JK, muitas ruas estavam interditadas, então imagine a loucura!
Estacionamos o carro e fomos caminhando pelas ruas, apreciando aquela belezinha de arquitetura. Nos aproximando do Mercado Velho, já pudemos ver a movimentação e um gostoso som de músicas para dançar a dois, coladinho. O cheiro da comida era delicioso, mas tivemos que nos conter pois era tudo muito gorduroso. Lembra do dia anterior? Não queríamos passar mal de novo. O som do forró e de músicas de Fagner embalavam especialmente os casais mais idosos, que dançavam como garotos. Uma energia gostosa bailava ali no mercado.
Passamos em uma agência que faz o Passaporte da Estrada Real. Compramos dois quilos de alimentos e fomos resgatar os nossos passaportes. Nosso próximo destino seria Vau, um vilarejo que fica no roteiro da Estrada Real, no Caminho do Diamante.
Como nosso objetivo era seguir viagem no dia seguinte, passamos no supermercado para completarmos a nossa dispensa. Estávamos loucos para acamparmos em uma cidadezinha pequena novamente. Onde pudéssemos andar livremente, sem trânsito e sem preocupações com assalto.

About Manu

Sou bicho do mato! Amo me sentir presente na natureza como se fosse parte dela. E sou apaixonada por pessoas, ouvir suas histórias e me encantar com elas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.